Afinal, como vão seus modelos mentais?

Nosso comportamento é regido por modelos mentais, que são nada mais do que imagens, experiências que nos guiam, que interferem na nossa percepção do mundo e em como agimos. Eles moldam a nossa forma de agir e estão ligados aos processos educacionais, forma de criação, etc. Quem nunca escutou a frase: cada um vê as coisas com os olhos que tem?

A nossa personalidade foi formada pela maneira como fomos criados, modelos ensinados, preconceitos e padrões de comportamento. Os modelos mentais são naturalmente modelos em transformação, algo dinâmico, e, através da interação com o meio, as pessoas vão reformulando suas concepções e isso é fundamental para viver no mundo em transformação.

Muitas vezes deixamos de ter boas idéias e perdemos grandes negócios por causa dos modelos mentais vigentes, experiências passadas não bem-sucedidas, bloqueando-nos, amedrontando-nos. Eles funcionam como anteparos invisíveis que nós mesmos criamos, ou criam por nós, e sem perceber nos tornamos escravos dos nossos pensamentos. Este aspecto é cada vez mais percebido nos programas de treinamento que tenho realizado. Há pessoas que acreditam que precisam ter uma grande idéia e que somente o amigo as possui. Sempre reforço, nos grupos, que não é preciso ter uma grande idéia e sim uma pequena idéia de grande valor.

Para impedir o processo criativo, listei uma série de argumentos, que bloqueiam a criatividade e que fazem parte dos modelos mentais de algumas pessoas. Aproveite e marque as frases abaixo que você tem escutado ou até mesmo as que fazem parte do seu vocabulário:

» Isso nunca vai dar certo.
» Não sou criativo.
» Já tentei e não deu certo.
» Não vão gostar.
» Isso é óbvio, acho que já pensaram.
» Alguém já pensou e não deu certo.
» Se fosse bom já teriam inventado antes.
» Isso é bobagem, pare de inventar.
» Você deve estar brincando?
» Semana que vem vamos criar.
» Vamos ser realistas.

Cuidado com o excesso. Veja se não está utilizando demais as frases acima, ou também não está escutando demais, elas poderão bloquear a criatividade.

Quebrar esses modelos requer esforços e leva a mudanças de pensamento e, conseqüentemente, de comportamento, despertando-nos para uma vida melhor. As mudanças fazem parte da vida e ocorrem quando sentimos necessidade de ser o que somos, tirando crenças e preconceitos, agindo criativamente, transformando ameaças em oportunidades. Leia as dicas do Klickescola

O despertar da criatividade faz com que as pessoas aprendam a ver as coisas com novos olhos, percebendo oportunidades, possibilitando várias soluções para os mesmos problemas, tornando-se mais sensíveis aos estímulos da sociedade, favorecendo a geração de idéias e a capacidade de dar respostas prontas e argutas. E para isso é preciso rever os seus modelos mentais.

Saibam que os que criam e inovam são curiosos e utilizam a percepção para identificar seus próprios modelos mentais e da sociedade, transformando o que era visto como risco em oportunidades, ou o que era pouco percebido em verdadeira obra de arte.

Sugestão do site Como fazer salgados para vender

Comprometimento – um jogo em que todos ganham

Hoje estive na papelaria de um amigo e sempre que nos encontramos trocamos informações sobre a administração de nosso comércio, eu sobre o restaurante e ele sobre a papelaria. Ele começou a conversa falando sobre a dificuldade que está com uma de suas funcionárias, Flávia. Primeiro falou sobre suas qualidades: pontual, pouco ociosa e organizada. Depois das suas habilidades na arrumação, limpeza e decoração da loja e ainda na presteza em auxiliar no controle do estoque, do caixa, contas a pagar e receber entre vários afazeres do dia-a-dia de uma papelaria. E num suspiro angustiado lembrou o seu bom senso cooperativo: ela costuma avisar quando está acabando algo do estoque, preocupa-se com o desperdício, ao que parece uma funcionária que conhece o seu trabalho e tem interesse sobre os produtos e serviços do negócio.

A única reclamação do amigo é quanto ao seu atendimento no quesito: simpatia. Ela o faz com especial atenção aos clientes que são amigos pessoais, sejam da universidade ou amigos de longa data. Ao contrário, clientes que ela não conhece e não tem interesse em desenvolver um relacionamento pessoal, seu atendimento deixa a desejar.

Em janeiro de 2005, Flávia conheceu um garoto através da internet, contou-me Jota, ela mora em São Paulo e ele no Rio de Janeiro. Depois de horas de bate-papo ela imaginou que poderia estar prestes a realizar um de seus sonhos, casarem, assim como a maioria das pessoas que esperam ter um companheiro (namorado (a) ou esposo (a), ter alguém para compartilhar os sentimentos e novos sonhos. Segundo Jota, depois de muito tempo de namoro virtual, com trocas de fotos, marcaram um encontro. Thiago viria até a casa de Flavia.

A preocupação de Jota, porém, estava no fato de que uma semana antes do tão esperado encontro com Thiago, percebeu que estava ocorrendo mudanças no comportamento de Flávia, inclusive quanto ao seu trabalho na papelaria. Sendo perceptível sua falta de atenção, ociosidade, descuido e desperdício no trabalho. Assim começou: descontrole de estoque, mau atendimento, entre outras. A visita que Flávia iria receber, poderia ser a realização de um de seus sonhos, encontrar seu par, parecia ser mais importante que seu emprego, seus amigos, sua família ou sua faculdade. O que a inspirou a ter um grau de comprometimento tão elevado no quesito amor ao ponto de minimizar o efeito do comprometimento dos outros quesitos?

Ouvindo o desabafo do meu amigo e atento a sua preocupação quanto à mudança de comportamento da sua melhor funcionária, propus uma Semana de desafios para o Jota manter o bom desempenho de Flávia. Observei alguns pontos que acredito ser importante para o grau de comprometimento existente entre empresa e funcionário, vamos a eles:

A importância dos sonhos
Partindo do princípio que vivemos interligados à teia de relacionamentos, quase sempre acreditamos que a realização dos nossos sonhos em via de regra depende de outra(s) pessoas as quais estamos envolvidos em maior ou menor grau, conforme as necessidades apresentadas, então a importância de atentar para as expectativas e realizações destes sonhos depende de todos os envolvidos, assim os sonhos continuam sendo gerado por mim e concretizados por nós e todos ganham.

Quando compartilhado os sonhos do empregador com os funcionários /colaborador e vice-versa, possibilitamos melhores resultados (cumprimento de metas e objetivos) reduzimos os desgastes com perdas de energias, e, ao investir nos funcionários e agregar valores como parte do negócio, podemos realizar sonhos coletivos e individuais. Vencer desafios juntos, o que proporciona ganhos para todos.

Investimentos
Quando me envolvo financeiramente com um negócio, para realizar o meu sonho, ou seja, dependo de dinheiro para a realização, tanto o dono quanto quem nele trabalha. É a maneira como me dedico ao trabalho, é interessante avaliar o envolvimento e o comprometimento, o que possibilitará uma visão futura de ganhos ou perdas sobre o capital investido ou sobre a renda mensal no caso de salários. O tamanho do meu sonho é proporcional ao meu investimento em realizá-lo. Quem acredita mais investe mais.

Segundo Jota, a situação financeira de Flávia não é a das piores, porém sempre reclamou que não dava para viajar nas férias ou feriados. Mas com seu possível namorado nem mesmo a distância parece empecilho, já está planejando vê-lo no Rio de Janeiro também. Como pode reclamar um dia e no outro estar viajando? Indagava Jota. Como Flavia conseguirá pagar todas as despesas? Preocupava-se com ela. Na ansiedade de esperar Thiago ela perdeu nada menos que 100 cópias de um material, esse desperdício poderia ser evitado se estivesse envolvida financeiramente com o negócio.

Acredito muito na mudança do sistema de gestão, onde os funcionários possam dividir em proporções pré-acordadas lucros e perdas. Vários sistemas de gestão como o cooperativo e participativo tem sido implantados e tem demonstrado que é um bom caminho. O que falta para um acordo trabalhista interessante a todos é um sistema de gestão onde um empreendedor (detentor de capital) tenha remuneração adequada ao investimento e os outros participantes também participem com uma maior parcela dos lucros ou das perdas. Diferente dos planos como: PL ou PPR, participação nos lucros ou resultados, respectivamente.

Respeito cooperativo
Flávia com seu sonho a realizar vai encontrar seu namorado virtual, possivelmente estarão vivendo o início do que pode ser um grande relacionamento. Mesmo com dificuldades financeiras Flávia irá de para o Rio de Janeiro, cidade que sempre sonhou em conhecer, porém jamais pensou em gastar parte de seu salário em passagens para uma viagem desse porte, mais de 1.000 km. Qual é força que faz com que ela vá ao encontro de seu “novo amor”? Qual é a motivação? A paixão? O Desejo? O fato é que ela está indo.

Refletimos e Jota percebeu que juntos eles poderiam realizar seus sonhos, se interessando pelas angústias de Flávia e juntos achariam uma maneira de conduzir as energias para os canais corretos, melhorando o desempenho de Flávia no trabalho e proporcionando a ela o encontro de seu sonho. O mesmo acontece quando estou fazendo algo para a minha empresa, vem uma super força que impulsiona a realizar tarefas que parecem impossíveis e sem barreiras de tempo, recursos, pessoas etc… Então reforço às perguntas com: o funcionário faz parte do seu negócio ou do negócio? Quando faço parte do negócio a minha motivação é diferente.

Temos vários exemplos de empresas assumidas pelos funcionários com ótimos resultados claro, que como as outras também resolvem e enfrentam desafios. A clareza do negócio e dos objetivos para ambos, todos compromissados com a parte de cada um, a ajuda recíproca nos desafios individuais e em grupo podem garantir melhores resultados.

Flávia compreenderá a necessidade de se comprometer com o trabalho para que os seus próprios sonhos possam ser realizados e Jota percebeu que Flávia era o seu capital de investimento mais importante.